
Antes de sair reclamando, a 2020health fez um estudo para medir o “fenômeno” nas clínicas de fertilização. O jornal britânico “The Independent” detalhou a análise. De acordo com a pesquisa, dos 93 serviços pesquisados, 33 deles colocavam material pornográfico à disposição dos pacientes. O que deixou os integrantes do 2020health mais irados foi descobrir que 18 clínicas usaram verba do governo para comprar revistas e DVDs com conteúdo erótico (as outras 15 ganharam de clientes ou das editoras). O gasto médio foi de 100 libras por ano, o equivalente a R$ 265. Mais ousada foi uma das clínicas que resolveu investir no bem-estar dos pacientes e desembolsou 7.350 libras (R$ 19 mil) em aparelhos eletrônicos para exibir os filmes com qualidade.
Há muita controvérsia sobre o uso da pornografia. Mas várias das afirmações feitas pela entidade britânica são questionáveis. Primeiro, “adultério mental”? Sério, isso existe? Segundo: gastar R$ 265 por ano com material de sacanagem é demais? Terceiro: o material pornográfico é considerado desnecessário nessa situação? Não é pedir demais aos homens? Mas o que mais me chocou nessa história toda foi um dos dados da pesquisa. Segundo o levantamento da 2020health, apenas 33 das 93 clínicas pesquisadas ofereciam material pornográfico. E as outras 60? Os homens tinham de levar de casa? Ou precisavam se excitar naquele ambiente asséptico das clínicas? Isso, sim, é que é sacanagem. ÉPOCA
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