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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Caso Battisti: STF nega suspensão de refúgio

O Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu nesta terça-feira o pedido de liminar feito pelo governo da Itália para anular o refúgio político concedido pelo Brasil ao terrorista italiano Cesare Battisti. A liminar constava de um mandado de segurança protocolado na segunda-feira pela Itália.

A decisão, que coube ao ministro Cezar Peluso, ainda não é definitiva. O Supremo agora deve julgar o mérito do pedido. O advogado do governo italiano no Brasil, Nabor Bulhões, pede a suspensão do refúgio, alegando que ele pode "gerar prejuízo ao processo de extradição" que tramita no Supremo.

Além disso, a liminar contesta a lei do refúgio, classificando-a como inconstitucional. Segundo o pedido, a decisão pela extradição cabe ao Supremo e não ao ministro da Justiça.

Para o governo italiano, o benefício concedido pelo Brasil a Battisti tem "o indisfarçável objetivo de obstruir o seguimento do processo de extradição que tramita no Supremo", além de afrontar a Constituição Brasileira e os tratados internacionais.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália pelos assassinatos de quatro pessoas na década de 70, quando ele integrava o grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). O ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu status de refugiado político ao terrorista, que segue preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, à espera da decisão do STF sobre o processo de extradição. (VEJA)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

STF autoriza governo italiano a se manifestar no caso Battisti e pede informações ao Ministério da Justiça

O ministro Cezar Peluso, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira que o governo da Itália se manifeste no processo de extradição do ex-ativista Cesare Battisti. Como relator da ação, Peluso solicitou ao Ministério da Justiça cópia completa da decisão que concedeu status de refugiado político a Battisti. O pedido deve ser cumprido em cinco dias.

Especialistas que acompanham o processo informaram que com essa decisão o caso deve entrar na pauta da Suprema Corte apenas a partir da terça-feira (3) e, não mais na segunda-feira (2), como era esperado. O assunto divide os 11 ministros do STF.

Para o governo italiano, o esforço será obter autorização do STF pela extradição do ex-ativista, que conseguiu refúgio político no Brasil --concedido pelo Ministério da Justiça no último dia 13. Com o status de refugiado, Battisti pode morar e trabalhar no Brasil.

Em protesto à concessão do status de refugiado político, o governo italiano chamou nesta semana o embaixador da Itália em Brasília, Michele Valensise, para prestar esclarecimentos sobre o episódio. A decisão do Ministério da Justiça gerou várias críticas e manifestações de diferentes segmentos na Itália.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, via porta-voz da presidência, que o assunto estava encerrado no que se refere ao Executivo. Segundo o porta-voz Marcelo Baumbach, o tema deverá ser tratado na esfera do Judiciário. Para o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, o pedido de extradição do ex-ativista deve ser arquivado. (Folha Online)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lula responde carta do presidente italiano sobre Battisti

O governo brasileiro entrega nesta sexta-feira carta em resposta ao presidente da Itália, Giorgio Napolitano, sobre a decisão de conceder refúgio político a Cesare Battisti, ex-ativista de um grupo armado de esquerda condenado à revelia por quatro homicídios no país europeu.

A correspondência foi assinada na noite de quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um diplomata do Itamaraty entregará a carta nesta sexta-feira ao embaixador italiano em Brasília.

O Palácio do Planalto decidiu não comentar o conteúdo da carta. Informou apenas que, se for do interesse da Itália, o presidente do país europeu que o divulgue.

O governo brasileiro ficou irritado com a divulgação pela Itália da carta por meio da qual Napolitano criticou o Brasil. Lula já afirmou que a decisão foi "soberana".

Esta semana o governo italiano disse que poderia chamar seu embaixador em Brasília para consultas em protesto contra a decisão do Brasil de conceder refúgio político a Battisti. (Reuters)