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sábado, 18 de setembro de 2010

Empresas baixam exigências na hora de contratar

A falta de mão de obra especializada está ajudando quem tem pouca ou quase nenhuma especialização, pois boa parte das empresas está contratando pessoas sem experiência e dando treinamento para suprir as vagas em aberto. Ter apenas o 2º grau completo já não é um complicador pra quem está pretendendo um posto.

Os setores da construção civil e supermercados são os que mais sofrem com a falta de pessoal capacitado. A alternativa é diminuir as exigências na contratação e aproveitar quem está em funções inferiores.

No supermercado, por exemplo, falta gente com experiência principalmente nos setores de panificação, açougue e frios. Há vagas em aberto há mais de quatro meses. A alternativa é diminuir as exigências na contratação e aproveitar quem está em funções inferiores.

O gerente da loja, Antonio Ferreira de Souza, diz que a empresa sente este problema.

- Trabalhadores à procura de vagas até que tem; mas, com especialização e experiência, está cada vez mais difícil.

Valter Moura, encarregado de mercearia, aproveitou o bom momento da economia: começou por baixo e cresceu.

- Comecei como empacotador, aí subi para repositor e consegui chegar a uma função melhor. R7

terça-feira, 10 de novembro de 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lula diz que empresas têm caixa cheio e não precisam demitir


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na sexta-feira(13) que os empresários exageraram nas demissões após o início da crise financeira internacional. Ele argumentou que as empresas estão capitalizadas e, por isso, poderiam evitar os cortes de pessoal.

- Eu acho que exageraram nas demissões e disse isso na reunião com os empresários. Disse isso para a indústria automobilística. Quase todas as empresas brasileiras estão muito capitalizadas - afirmou Lula a jornalistas, em visita a um projeto de cultivo de peixes em Recife.

A indústria paulista fechou 32.500 vagas em janeiro, indicando queda de 1,86% em relação a dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Nos últimos 12 meses, o emprego industrial no Estado registra recuo de 2,22%, com o fechamento de 54.500 vagas.

- Todos ganharam muito dinheiro no ano de 2008, então não era possível que, no primeiro mês depois da quebra dos bancos americanos, mandassem trabalhadores embora - declarou Lula.

Ele relatou que falou pessoalmente com o presidente da Vale e disse a ele que considerava um absurdo as demissões na companhia. - A Vale tem muito dinheiro em caixa, ganhou muito dinheiro. Ora, é exatamente nesses momentos de dificuldade que os empresários também precisam cumprir com a sua parte - cobrou.

A mineradora demitiu 1.300 funcionários no final do ano passado alegando retração da demanda mundial.

Para Lula, alguns setores da economia brecaram muito rápido a produção, ao invés de realizar uma paralisação paulatina. (REUTERS)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Os clichês mais usados em currículos, cartas de apresentação e entrevistas

Criatividade, habilidade de relacionamento interpessoal, facilidade para o trabalho em equipe, espírito de liderança.

Soltas, essas palavras soam como grandes mentiras para quem analisa um currículo. Afinal, o que prova que o profissional realmente possui todas as competências citadas? É fácil falar, o difícil é provar.

A gerente da Divisão Executivos do Grupo DMRH, Sandra Finardi, afirma que existem mesmo muitos clichês, que são utilizados em currículos, cartas de apresentação e até mesmo no discurso do candidato durante a entrevista de emprego.

"É fácil escrever algo no currículo, mesmo que não seja verdade. No entanto, o que os selecionadores buscam são fatos, que mostrem que a pessoa é flexível, criativa, tem facilidade de se relacionar. Os candidatos devem expor como utilizaram essas competências em determinada ocasião e que impacto causaram na empresa onde trabalharam", garante a especialista.

Fugindo dos clichês

Clichê: Escrever no currículo competências como espírito de liderança, facilidade de trabalhar em equipe, facilidade de se comunicar, criatividade.
Solução: Na descrição do cargo, descreva projetos importantes que encabeçou, negociações com clientes que ganhou, entre outros feitos. Em suma, no lugar de dizer que é competente, mostre que é competente.

Clichê: Enviar às empresas cartas de apresentação muito padronizadas, com frases como "tenho vasta experiência na área"; "gostaria de trabalhar nessa renomada empresa, visando ao desenvolvimento profissional"; ou "sou uma pessoa dinâmica e dedicada".
Solução: "O candidato deve saber para qual empresa está enviando a carta de apresentação e personalizá-la minimamente, fugindo dos clichês", explica Sandra, do grupo DMRH. Por exemplo, o candidato pode admitir que não possui muito experiência na área, mas que realizou estágios nos quais aprendeu bastante sobre determinada função. Apenas não se esqueça de ser objetivo!

Clichê: Deixar no currículo um objetivo muito amplo. Por exemplo: "Trabalhar na área de administração" ou "me formei recentemente e busco uma oportunidade para atuar na minha área de formação".
Solução: É preciso ser específico e direcionar o objetivo. "Não dá para escrever que gostaria de trabalhar na área de administração. É muito amplo", diz Sandra. O ideal é o candidato colocar que gostaria de trabalhar na área de contabilidade ou na controladoria da empresa para a qual está enviando o currículo. É importante personalizar, para facilitar o trabalho de quem irá selecionar os currículos.

Clichê: para a pergunta: "quais são seus defeitos", o entrevistado responder qualidades que, em exagero, podem parecer defeitos, como perfeccionismo.
Solução: Não existe uma solução. É clichê? Sim. Mas, para Sandra, a pergunta em si já é um clichê. "Se a pergunta é um clichê, é provável que a resposta também seja. Não tem jeito, os candidatos comparecem às entrevistas de emprego prontos para responder essa pergunta", diz ela. A solução, então, é mais direcionada às empresas e consultorias de recrutamento: parar de fazer sempre a mesma pergunta. "Na DMRH, preferimos ter acesso a informações sobre o candidato que mostrem tanto as realizações quanto as frustrações de sua carreira", afirma.

Por fim, Sandra ressalta a importância de o candidato não mentir aos selecionadores. Escrever que possui inglês intermediário quando na realidade não passa de uma noção básica do idioma, por exemplo, "é um perigo", nas palavras da especialista. "Quando o selecionador notar que a informação não é verídica, a imagem do profissional poderá ficar manchada", completa. (InfoMoney)