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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Documentário analisa caso de adolescente que chora sangue

Em setembro do ano passado, o site da CNN relatou a dificuldade dos médicos, mesmo após uma série de exames, para entender por que o adolescente Calvino Inman, hoje com 17 anos, chora lágrimas de sangue. Morador de Rockwood, no estado americano do Tennessee, ele continua sofrendo da rara doença, que se manifestou pela primeira vez em maio de 2009.

Um documentário sobre a enfermidade, “The Boy with Bloody Tears” (O Garoto de Lágrimas Sangrentas), será exibido nos EUA esta semana. O filme também aborda o caso de Rashida Begum, de 27 anos, moradora de Patna, na Índia, que também chora sangue.

Barrett Haik, diretor do Instituto de Olhos da Universidade do Tennessee, explicou quando o caso de Inman foi divulgado que a hemolacria (chorar sangue) ocorre em pessoas que passaram por trauma extremo ou por algum impacto forte na região da cabeça. Mas o caso do jovem americano foge a essas explicações. “É realmente raro encontrar um garoto como esse”, disse à época Haik. “Só uma vez a cada período de muito anos você encontra alguém sem nenhuma causa óbvia para o problema.”

Haik publicou em 2004 um estudo no “Journal of the American Society of Ophthalmic Plastic and Reconstructive Surgery” que buscou documentar casos de crianças que apresentaram episódios de hemolacria entre fevereiro de 1992 e janeiro de 2003. Só quatro casos foram encontrados. Fonte: G1

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gol ´impossível´ de Roberto Carlos analisado

Em 1997, durante o Torneio da França, o lateral-esquerdo da seleção brasileira Roberto Carlos cobrou uma falta a 35 metros do gol (foto).

A bola fez uma trajetória tão curva que, antes de balançara rede, parecia certeza de que sairia para o fundo do campo. Agora, cientistas explicam que o lance quase impossível não foi um golpe de sorte: ele pode ser explicado fisicamente.

O já famoso chute ocorreu durante um torneio amistoso entre Brasil, Fraça, Itália e Inglaterra (vencido por esta última).

Ele é descrito por muitos como sorte – talvez até mesmo ajudado por um golpe de ar repentino. A questão é que a trajetória daquela bola fez uma curva tão pronunciada que o então goleiro francês (Fabien Barthez) nem se moveu.
Mas estudando um conhecido fenômeno da física (o efeito Magnues, que dá a bolas girando uma trajetória curva), uma equipe da École Polytechnique em Palaiseau, perto de Paris, descobriu que o gol de Roberto Carlos pode ser equacionado. A equipe foi além: analisou diferentes esportes e o “giro” aplicado nas bolas utilizadas para medir a existências dessas chamadas “reações imprevisíveis”.

Usando pequenas bolas plásticas e estilingues, os pesquisadores variaram a velocidade e giro de bola viajando em uma bacia de água em diferentes trajetórias. Os dados mostraram que existe uma distância mínima, e uma força mínima necessária, que fazem com que a fricção exercida pela atmosfera diminua a velocidade da bola o suficiente para que o giro ganhe maior importância, direcionando a trajetória. Isso explica a mudança de última hora na direção.
O mesmo fenômeno foi aplicado a diferentes esportes. Foram calculados o tamanho da bola, a densidade, velocidade máxima de lançamento, o giro padrão, tamanho do campo e a gravidade. Comparado esses números foi possível identificar os “esportes dominados pela aerodinâmica” (tênis de mesa, golfe e tênis), aqueles dominados pela gravidade (basquete e handball) e, no meio da tabela criada pelos pesquisadores, aqueles esportes afetados tanto pela gravidade como pela aerodinâmica de forma equivalente (futebol, vôlei e baseball).

Na primeira categoria, o giro é sistematicamente usado; na segunda, ele não é relevante e, na terceira, ele aparece ocasionalmente, para produzir trajetórias surpreendentes.

No caso de Roberto Carlos, por exemplo, a distância de 35 metros de seu chute está próximo ao estimado pela equipe (54 metros, dependendo da força). Dado que o chute tenha força o suficiente (“outra característica das habilidades de Roberto Carlos”, escrevem os pesquisadores), a trajetória da bola se curva brutalmente, a uma velocidade grande o bastante para surpreender o goleiro.

A pesquisa foi publicada no New Journal of Physics. INFO

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Bactéria fecal de marido salva mulher de infecção fatal

Em 2008, uma paciente foi admitida em um hospital do Estado de Minnesota apresentando um quadro grave de diarreia. O médico que a atendeu, Alexander Khoruts, tratou a infecção com um coquetel de antibióticos, após ter identificado que o agente causador da doença era a bactéria Clostridium difficile. Mas nada funcionou. A paciente perdeu 27 quilos em oito meses.

A única solução aparente seria um transplante de intestino, algo complicado, já que não havia doadores disponíveis no curto prazo e a paciente poderia morrer rapidamente. Khorus então decidiu fazer algo aparentemente inusitado para leigos: obteve uma amostra de fezes do marido da paciente, misturou com uma solução salina e aplicou a mistura no intestino dela. A infecção por Clostridium difficile desapareceu em um dia e não voltou mais.

O resultado foi descrito mês passado por Khoruts, que trabalha na Universidade de Minnesota, no periódico "Journal of Clinical Gastroenterology". O procedimento que ele aplicou, conhecido como "terapia bacteriana" ou "transplante fecal", já foi realizado algumas vezes nas últimas décadas. Khoruts já realizou 15 transplantes, 13 dos quais curaram os pacientes.

Antes do transplante, uma amostra das bactérias presentes na paciente foi analisada. "As bactérias normais simplesmente não estavam lá", disse Khorus ao "New York Times". "O intestino foi colonizado por todo tipo de desajustados." Duas semanas após o transplante, a flora intestinal foi novamente analizada. Desta vez, os micróbios do marido haviam tomado conta.

MICROBIOMAS - Cientistas estão tentando desvendar o papel desses "microbiomas" de micro-organismos vivendo dentro do corpo humano. Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA está atualmente financiando um projeto de US$ 150 milhões que visa mapear geneticamente o genoma desses micro-organismos, obtidos em 18 partes diferentes do corpo humano de 300 voluntários.

Uma das tarefas dos micróbios é quebrar moléculas complexas de plantas. Micróbios no nariz produzem antibióticos que podem matar patógenos inalados. Para coexistir com o microbioma, o sistema imune precisa tolerar esses organismos; aparentemente, os próprios micróbios guiam o sistema imune para não atacá-los. FOLHA.COM

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cientistas comprovam eficácia do transplante de células-tronco no olho

Pesquisadores da Universidade de Modena, na Itália, comprovaram a eficácia do implante de células-tronco para tratar cegueira causada por queimaduras nos olhos.

Eles usaram a técnica em 112 pessoas que tinham o problema e conseguiram recuperar totalmente a visão de 82 (76,6,%) deles, enquanto em 14 (13,1%) a visão foi parcialmente restabelecida.

A técnica, já utilizada há mais de uma década, consiste em cultivar células-tronco do próprio paciente e colocá-las entre a córnea e a esclera (parte opaca do olho) em uma região chamada limbo. Como a maior parte dos pacientes tinha ferimentos em apenas um olho, as células puderam ser retiradas do outro.

O limbo é a fonte natural de células-tronco para a recuperação diária da córnea, mas elas costumam desaparecer em casos de queimadura, impedindo a regeneração do olho e causando cegueira parcial ou total.

Após o enxerto das células, a maior parte dos pacientes da Itália teve esperar entre 12 e 24 meses e passar por cirurgias na córnea para recuperá-la. A pesquisa, realizada com pacientes que passaram pelo procedimento entre 1998 e 2007, foi publicada no periódico científico "The New England Journal of Medicine". G1

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Buzz Aldrin conta sua experiência lunar 40 anos depois de perder visita ao Brasil

Depois de chegar à Lua em 20 de julho de 1969, a tripulação da missão Apollo 11 fez uma viagem de relações públicas por diversos países. Quando chegou a vez de Brasil e Argentina, no entanto, o grupo veio com um importante membro a menos: Buzz Aldrin, piloto do módulo lunar e segundo homem a pisar na Lua. Aldrin precisou voltar aos Estados Unidos para outro compromisso e só retomou a viagem após a passagem por Buenos Aires. Na noite desta terça-feira (17), no entanto, ele teve a oportunidade de retomar o tempo perdido e contar aos brasileiros suas experiências na Lua, em um evento na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

O americano já tinha visitado o Brasil para conhecer a base de lançamentos de foguetes de Alcântara, no Maranhão, mas não tinha ainda tido a oportunidade de fazer uma palestra.

"Não pude falar naquela ocasião, mas me diverti bastante depois, por dois dias, pescandos piranhas na Amazônia", brincou o astronauta. "Essa é a primeira oportunidade que tenho para dividir minhas experiências com vocês".

Acompanhado pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes, Aldrin contou suas experiências nos projetos Gemini e Apollo no Teatro Municipal da cidade. Ele falou sobre os avanços na ciência e sobre como os jovens deveriam investir em seus sonhos.

"Pense em todas as coisas que aconteceram nos últimos 400 anos, desde que um ser humano, Galileu, olhou pela primeira vez através de um telescópio para Júpiter", disse Aldrin. "Durante minha infância, a palavra astronauta não existia e ir à Lua era possível apenas para personagens de ficção científica, como Flash Gordon."

Aldrin faz uma visita de dois dias ao Brasil em comemoração aos 40 anos da missão Apollo 11. Nesta quarta (18), ele visita uma fábrica de brinquedos em São Caetano (SP). G1