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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Brasileiros esperam mais cuidados da família na velhice, diz estudo

Os brasileiros são os que mais esperam ser sustentados pela família na velhice, segundo uma pesquisa feita em 12 países.

A pesquisa da multinacional de seguro de saúde Bupa, conduzida pela universidade London School of Economics, foi feita com mais de 12 mil entrevistados em junho deste ano. No Brasil, 1.005 pessoas foram ouvidas.

Três em cada quatro brasileiros entrevistados disseram acreditar que sua família vai sustentá-los na velhice. Em países como França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha, menos de 70% das pessoas acreditam que serão sustentadas pelos parentes ao chegarem a velhice.

Os brasileiros também estão entre os que mais acreditam que a responsabilidade de ser sustentado na velhice é dos seus familiares - dois em cada três entrevistados manifestaram esta visão na pesquisa da Bupa. Na Grã-Bretanha, menos de 30% atribuem à família a responsabilidade de sustentá-los na velhice.

Planejamento - O estudo também revelou que os brasileiros são os que mais têm expectativas positivas sobre chegar à terceira idade - 17%.

Os brasileiros só perdem para os franceses na "sensação" de juventude. Entre os entrevistados com 65 anos ou mais, 72% disseram que não se sentem velhos, e 67% se declararam saudáveis.

No entanto, apesar da perspectiva positiva sobre a terceira idade, 64% dos brasileiros disseram não estar se preparando financeiramente para a velhice. Menos de 7% das pessoas disseram estar separando dinheiro para quando pararem de trabalhar.

"É realmente animador ver que tantos brasileiros não se sentem velhos e estão até com boas expectativas sobre a velhice, mas as pessoas não podem ser complacentes", disse o diretor médico da Bupa International, Sneh Khemka.

Os brasileiros também estão entre os que menos atribuem ao Estado o papel principal no sustento das pessoas idosas. Como nos Estados Unidos, Alemanha e Índia, menos de 10% dos brasileiros acreditam que a responsabilidade maior no cuidado de idosos é do Estado.

Na China e Grã-Bretanha, mais de 25% dos entrevistados esperam que o Estado os sustentará na velhice.

A pesquisa revelou que a principal preocupação das pessoas ao chegar à velhice é com doenças como câncer (para 34% dos entrevistados nos 12 países) e demência (23%). BBC

sábado, 18 de setembro de 2010

Operação destrói maconha na fronteira Paraguai-Brasil

Agentes antidrogas paraguaios e brasileiros destruíram 82 hectares de plantações de maconha no Departamento de Canindeyú, ao nordeste do Paraguai, na fronteira com o Brasil, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais. Cada hectare equivale a aproximadamente um campo de futebol.

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai informou em comunicado nesta sexta-feira (17) a destruição dessas plantações durante o quinto dia da operação Aliança 5, realizada nas regiões de florestas no limite com o Estado do Paraná.

Os policiais destruíram 15 toneladas da erva e 80 quilos de sementes, dez prensas de madeira para compactar a droga e 25 acampamentos dos homens responsáveis pelo cultivo, detalha o documento, que não precisa a data de conclusão da operação.

Segundo as autoridades paraguaias, nas regiões de florestas dos departamentos de Canindeyú, Amambay e Concepción, todos na fronteira com o Brasil, existem muitas plantações de maconha.

Ali, operam quadrilhas de traficantes que abastecem de maconha e cocaína aos países vizinhos. EFE

UFSCar faz seleção especial para estudantes refugiados no Brasil

A UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) abriu inscrições para selecionar refugiados que queiram estudar na instituição em 2011. Desde o ano passado, a universidade reserva pelo menos uma vaga em cada curso para pessoas nessa situação. Para ter acesso à vaga, é necessário que o candidato cumpra uma série de requisitos, além de participar de uma prova.

Atualmente, cinco refugiados estudam na instituição. Os interessados devem enviar uma carta para a pró-reitoria da UFSCar até o dia 27 de setembro. Encaminhar também o certificado de conclusão de estudos equivalentes ao ensino médio e o documento expedido pelo Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), do Ministério da Justiça, comprovando a situação no país. Para os que tiver cursado o ensino médio fora do Brasil, é necessário um parecer emitido por uma instituição de ensino brasileira.

Depois da fase de apresentação dos documentos, a universidade divulgará no dia 13 de outubro a lista dos convocados para as avaliações. Os aprovados serão conhecidos até 15 de fevereiro de 2011. De acordo com o Ministério da Justiça, a UFSCar é uma das universidades brasileiras que integram a cátedra Sérgio Vieira de Melo, implementada pelo Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), na América Latina. O objetivo é difundir o direito internacional humanitário e o direito dos refugiados, permitindo a formação e a capacitação de estudantes nesses temas. O edital estão disponível para consulta na internet. R7

Empresas baixam exigências na hora de contratar

A falta de mão de obra especializada está ajudando quem tem pouca ou quase nenhuma especialização, pois boa parte das empresas está contratando pessoas sem experiência e dando treinamento para suprir as vagas em aberto. Ter apenas o 2º grau completo já não é um complicador pra quem está pretendendo um posto.

Os setores da construção civil e supermercados são os que mais sofrem com a falta de pessoal capacitado. A alternativa é diminuir as exigências na contratação e aproveitar quem está em funções inferiores.

No supermercado, por exemplo, falta gente com experiência principalmente nos setores de panificação, açougue e frios. Há vagas em aberto há mais de quatro meses. A alternativa é diminuir as exigências na contratação e aproveitar quem está em funções inferiores.

O gerente da loja, Antonio Ferreira de Souza, diz que a empresa sente este problema.

- Trabalhadores à procura de vagas até que tem; mas, com especialização e experiência, está cada vez mais difícil.

Valter Moura, encarregado de mercearia, aproveitou o bom momento da economia: começou por baixo e cresceu.

- Comecei como empacotador, aí subi para repositor e consegui chegar a uma função melhor. R7

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Museu paraense apresenta nova espécie de cobra-de-duas-cabeças

O Museu Paraense Emílio Goeldi divulgou a descoberta de uma nova espécie de réptil na região da Calha Norte, no Pará. Trata-se de uma variedade do animal popularmente conhecido como cobra-de-duas-cabeças ou, também, cobra-cega. O réptil, que ganhou o nome científico Mesobaena rhachicephala, faz parte da família Amphisbaenidae e tem hábitos fossoriais, ou seja, vive em túneis no subsolo.

Adaptado para escavar a terra, o bicho tem uma cabeça pontuda cônica. Segundo o Museu Goeldi, é o único gênero no norte da Amazônia que tem uma cabeça diferenciada da ponta da cauda - as outras têm cabeças e pontas de cauda arredondadas.

A espécie foi encontrada no início de 2008 pela equipe do herpetólogo (especialista em répteis e anfíbios) Marinus Hoogmoed na Calha Norte, área ao norte do Rio Amazonas, no Pará, que faz fronteira com Suriname e Guiana. Foi descrita na revista especializada 'Herpetologica', em edição de dezembro. Esta semana a descoebrta foi divulgada pelo Museu Goeldi. GLOBO AMAZÔNIA

Entidade quer fim de pornô em clínica de reprodução

A oposição à pornografia chegou até o único front onde seu uso parecia inquestionável, pelo menos por enquanto: as clínicas de reprodução humana. Uma organização britânica voltada para políticas públicas de saúde lançou um manifesto pedindo que as clínicas financiadas pelo governo deixem de oferecer material pornográfico aos homens submetidos à coleta de esperma. O argumento da organização, conhecida como 2020health, é que as publicações e os vídeos eróticos estimulariam “o adultério mental”. Aparentemente, um delito ainda mais grave na situação desses homens: eles estariam pensando em outra na hora de gerar um filho. A 2020health ainda levantou outras reclamações: o material pornográfico depreciaria a imagem da mulher e poderia prejudicar, inclusive, as mulheres que trabalham nessas clínicas. Além de causar dependência, disse a organização.

Antes de sair reclamando, a 2020health fez um estudo para medir o “fenômeno” nas clínicas de fertilização. O jornal britânico “The Independent” detalhou a análise. De acordo com a pesquisa, dos 93 serviços pesquisados, 33 deles colocavam material pornográfico à disposição dos pacientes. O que deixou os integrantes do 2020health mais irados foi descobrir que 18 clínicas usaram verba do governo para comprar revistas e DVDs com conteúdo erótico (as outras 15 ganharam de clientes ou das editoras). O gasto médio foi de 100 libras por ano, o equivalente a R$ 265. Mais ousada foi uma das clínicas que resolveu investir no bem-estar dos pacientes e desembolsou 7.350 libras (R$ 19 mil) em aparelhos eletrônicos para exibir os filmes com qualidade.

Há muita controvérsia sobre o uso da pornografia. Mas várias das afirmações feitas pela entidade britânica são questionáveis. Primeiro, “adultério mental”? Sério, isso existe? Segundo: gastar R$ 265 por ano com material de sacanagem é demais? Terceiro: o material pornográfico é considerado desnecessário nessa situação? Não é pedir demais aos homens? Mas o que mais me chocou nessa história toda foi um dos dados da pesquisa. Segundo o levantamento da 2020health, apenas 33 das 93 clínicas pesquisadas ofereciam material pornográfico. E as outras 60? Os homens tinham de levar de casa? Ou precisavam se excitar naquele ambiente asséptico das clínicas? Isso, sim, é que é sacanagem. ÉPOCA

Britânica tem de escolher que filho salvar após carro cair em represa

Uma mulher britânica foi forçada a escolher entre salvar a vida do filho de 16 anos ou da filha de 2 após seu carro cair em uma represa.

Rachel Edwards, de 39 anos, dirigia o carro acompanhada dos dois filhos e de dois amigos do filho quando passou por um buraco e perdeu a direção na região de Lincolnshire, no nordeste da Inglaterra.

Edwards, que estava grávida de seis meses na ocasião do acidente, no mês passado, conseguiu escapar do carro pela janela enquanto o veículo afundava.

Os dois amigos do filho também conseguiram escapar pela janela e correram para buscar ajuda.

Mergulho - Edwards mergulhou a mais de três metros de profundidade para tentar resgatar os filhos, que ficaram dentro do veículo, e percebeu que não teria como levar os dois de volta à superfície.

Ela decidiu então tomar a filha Isabella e levá-la à superfície, enquanto o filho Jack ainda estava preso no carro.

"Eu puxei a Isabella para fora e sabia que ela ainda estava viva. Tentei voltar para tentar salvar o Jack, mas sabia que se eu soltasse a Isabella, não conseguiria tomá-la de volta. Eu estava só gritando e gritando", relatou a mãe.

Ela disse que o filho estava sentado ao seu lado no banco da frente, e que sua janela estava fechada porque ela havia pedido que ele a fechasse por causa do vento.

Ela esperava conseguir deixar Isabella na superfície e mergulhar novamente para resgatar o filho, mas paramédicos chegaram ao local e a impediram de voltar para buscá-lo.

Os serviços de emergência conseguiram tirar Jack do veículo, mas o adolescente já estava inconsciente e foi declarado morto ao chegar ao hospital.

"Desde então passo todos os meus momentos pensando em como eu poderia ter salvado meus dois filhos", disse. BBC