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segunda-feira, 4 de maio de 2009

MEC quer acabar com a divisão por disciplinas no ensino médio


O Ministério da Educação (MEC) quer mudar o currículo do ensino médio e eliminar a divisão por disciplinas. As 12 matérias atuais seriam distribuídas em quatro grandes áreas: línguas; matemática; exatas e biológicas; e humanas.

O objetivo da mudança é atrair o interesse do estudante de ensino médio, área crítica da educação. “Queremos que o aluno perceba que o conteúdo ensinado em sala de aula tem aplicação prática”, disse ao G1 a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar. “Queremos que ele consiga fazer a relação entre as áreas aprendidas, como geografia, física, biologia e química, e o rio que passa ao lado da sua escola.”

A proposta, chamada de Ensino Médio Inovador, será analisada pelo Conselho Nacional de Educação nesta segunda. A expectativa do MEC é que seja aprovada até junho. “Ainda precisará ser discutida e provavelmente deve acontecer uma audiência pública antes de ser aprovada”, afirmou a secretária.

A implantação no sistema público de ensino dependerá dos Estados, que têm autonomia para aderir ou não. “Esperamos que haja adesão já a partir do próximo ano letivo. O MEC pretende dar suporte técnico e financeiro, num valor ainda não estimado, para os governos que adotarem as mudanças.

Pelo novo sistema, os alunos terão um conteúdo básico, que inclui línguas, literatura e matemática, e as matérias focadas no seu interesse e na sua aptidão. A secretária de Educação Básica explica que, se um aluno pretender seguir a carreira de engenharia, ele verá o conteúdo de matemática mais aprofundado do que outro que planeja ir para uma área de humanas.

A proposta também vem ao encontro das alterações no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que terá uma divisão por quatro grandes áreas. “O vestibular tem um rebatimento sobre o ensino médio e congela a possibilidade de inovação. Com o fim das disciplinas no ensino médio e o novo Enem, pretendemos dar uma nova orientação a formação dos alunos.”

O MEC também propõe um aumento de 25% na carga horária (de 2.400 horas para 3.000 horas). G1

domingo, 3 de maio de 2009

Abraços grátis x Abraços de luxo

Vídeos de “abraços grátis” são uma febre na internet. Para testar a paciência de um rapaz que oferecia abraços, o humorista americano Greg Benson apareceu com a placa “Abraços de luxo por US$ 2” a seu lado. Além de irritar o rapaz, Benson ganhou US$ 36 em uma hora. O vídeo foi visto 230 mil vezes. Confira.



BOMBOU NA WEB

O drama da violência sexual na guerra

Helen Benedict, que é professora na Universidade Columbia, em Nova York, à dir., a capa de seu livro, que ainda não tem data para ser lançado no Brasil


A ocupação americana no Iraque chegou a ter, no auge, mais de 150 mil soldados. Desde 2003, quando George W. Bush ordenou a invasão, o rodízio de tropas levou 206 mil mulheres para o país. Dessas, apenas 600 foram feridas e 104, mortas, mas muitas sofreram com um outro tipo de violência, quase imperceptível para o público, mas traumática para quem sofre – a violência sexual. O drama de ir para a guerra e ser violentada pelos próprios colegas e superiores nas Forças Armadas está detalhado no livro The Lonely Soldier: The Private War of Women Serving in Iraq(em tradução livre A soldado solitária: a luta particular das mulheres servindo no Iraque), de Helen Benedict, professora de jornalismo na Universidade Columbia, dos Estados Unidos.

Em entrevista, Helen conta que, das 40 mulheres que ela entrevistou, 28 foram assediadas, atacadas de alguma forma sexual ou estupradas por colegas. Os números refletem estudos oficiais realizados nos Estados Unidos, que mostram que 90% das militares sofrem assédio sexual em algum momento da carreira, e 30% são estupradas.

Quando a senhora começou a se interessar pela situação das mulheres militares?

Helen Benedict – Eu comecei a estudar o assunto em 2006, quando fui a um encontro de veteranos do Iraque. Encontrei duas garotas e uma delas me disse que só havia três coisas que os homens permitiam que as mulheres fossem: “uma vadia, uma prostituta ou uma lésbica”. Nessa conversa, vi que as mulheres enfrentavam duas guerras, uma com os inimigos e outra contra a discriminação dos próprios companheiros.

Quantas mulheres a senhora entrevistou para escrever o livro?

Helen – Foram 40 mulheres que serviram no Iraque e no Afeganistão e alguns homens e mulheres que estiveram em outros lugares. Todas as entrevistadas eram veteranas, então estavam mais livres para falar. Eu as encontrei por meio de organizações de veteranos. Das 40 mulheres, 28 foram assediadas, atacadas de alguma forma ou estupradas.

E qual é o tipo de violência mais comum?

Helen – É o assédio sexual, que não envolve violência física, mas é muito traumático. As mulheres ficam sujeitas a comentários humilhantes que as fazem se sentir ameaçadas e degradadas. Estudos realizados pelo Departamento de Assuntos de Veteranos mostram que 90% mulheres são assediadas, 71% são atacadas e 30% são estupradas durante o serviço militar. Outros estudos mostram que apenas o assédio, sozinho, pode causar tantos traumas quanto o combate, ou até mais.

E essa violência é causada por superiores ou por militares do mesmo escalão?

Helen – A maioria dos homens que as atacam são mais velhos e de uma hierarquia mais alta. Os estupros costumam ocorrer quando não há ninguém por perto, ou quando as mulheres vão tomar banho ou ao banheiro. É por isso que muitas vão a esses locais com outras mulheres e andam com facas.

O que a senhora ouviu de mais perturbador nas entrevistas?

Helen – Os casos nos quais as mulheres tentam denunciar um ataque e são ameaçadas com um tipo diferente de punição para que se calem. Uma das mulheres que eu entrevistei foi estuprada no Afeganistão. Quando ela denunciou o caso, seu superior disse: “também vamos ter que denunciar você por abandono de trabalho, por estar sem a arma na hora do ataque”. Essa denúncia a levaria para a Corte Marcial e para fora da Força Aérea. Como isso acabaria com sua carreira, ela desistiu da denúncia. Há ainda casos de mulheres que se recusaram a ser enviadas para os mesmos locais com determinados oficiais que as estupraram e, em vez de denunciarem os estupradores, processaram as mulheres por deserção. Uma delas acabou presa por um mês.

A senhora citou em um artigo no site da [emissora de TV britânica] BBC uma proibição de que as militares americanas entrem em combate. Como isso influencia a situação delas?

Helen – As mulheres não têm permissão para entrar diretamente em combate no Exército, na Marinha e na Força Aérea. Isso passa a mensagem, vinda do topo da hierarquia, o Pentágono, de que elas são soldados de segunda classe. Isso torna ainda mais difícil a possibilidade de as mulheres conseguirem promoções e respeito, pois estão proibidas de fazer a principal coisa que os soldados devem fazer, que é lutar. E isso é especialmente irônico no Iraque, pois lá os EUA enfrentam uma guerra de guerrilha, e as mulheres estão, sim, no front, perdendo suas vidas.

As mulheres não são bem-vindas nas Forças Armadas dos Estados Unidos ou essa situação de violência é reflexo do que existe na sociedade civil?

Helen – Não dá para afirmar que elas não são bem-vindas. Essa seria uma generalização muito grande, pois isso é verdade para muitos homens, mas não para todos. O problema de os homens fecharem as portas das principais posições para as mulheres certamente tem origem na vida civil, mas na vida militar isso é exacerbado, pois lá as pessoas têm muito mais poder sobre as outras. Os oficiais têm controle completo sobre você, muito mais do que em uma profissão civil. Além disso, o soldado é treinado para ser um assassino, e tudo é mais violento, mais intenso. Quando a pessoa está servindo, não dá para simplesmente ir para casa no fim do dia.

E o que o Departamento de Defesa está fazendo para resolver esse problema?

Helen – Em 2005 foi criado o Programa de Prevenção e Resposta a Ataques Sexuais, que tem computado as denúncias feitas, mas a estimativa deste programa é de que apenas 10% dos casos sejam informados. Esse programa criou um sistema de treinamento preventivo pelo qual todo novo recruta deve passar, mas esses esforços parecem ser mais propaganda do que uma iniciativa que faça diferença.

Os pelotões de 50 ou 60 soldados costumam ter uma ou duas mulheres. Criar um pelotão só de mulheres seria uma solução?

Helen – Algumas pessoas pensam que seria uma boa ideia, mas a minha preocupação é que isso faça as mulheres parecerem ainda mais soldados de segunda classe. Provavelmente passariam para esses pelotões femininos tarefas mais leves e menos importantes, e elas continuariam segregadas. Na Segunda Guerra Mundial e na Guerra do Vietnã era isso o que acontecia. Elas formavam um núcleo auxiliar, e nem podiam carregar armas. Não eram levadas a sério. A criação de pelotões femininos seria um passo para trás, pois ainda que as mulheres estivessem mais seguras contra esses ataques sexuais, não teriam chance de avançar na carreira.

A senhora acha que o povo americano percebe esse problema?

Helen – Não. Todas as vezes em que isso [ataques sexuais] ocorre e é divulgado na imprensa, as pessoas acham que é a primeira vez. Isso fica claro agora com o número de alistamentos recentes, que tem crescido entre as mulheres na crise econômica. Ou elas não conhecem essa situação ou pensam que “isso só acontece com quem pede, não vai acontecer comigo”. Elas não têm uma idéia realista, e entram nas Forças Armadas de forma ingênua e despreparada. Quando eu digo que 10% dos soldados são mulheres, elas ficam espantadas, e parte disso é culpa da imprensa, que não as destaca nas manchetes e primeiras páginas.

Por que a imprensa não dá a importância devida à participação das mulheres nas ocupações?

Helen – Eles estão presos no conceito antigo de que o soldado é um homem. Além disso, a imprensa está sempre focada na infantaria, que historicamente é onde a ação está. Isso passa ao público a impressão de que mesmo que as mulheres estejam lá, elas estão na retaguarda, escrevendo cartas. Mas, como eu disse, no Iraque não há linha de frente, e todos estão lutando. As pessoas não sabem que as mulheres estão no meio do confronto, morrendo e sendo mutiladas assim como os homens. ÉPOCA

sábado, 2 de maio de 2009

Gripe A coloca governos e agentes de saúde em sinuca de bico

Mesmo depois de tudo que os cientistas aprenderam sobre a gripe, desde a catastrófica pandemia ocorrida entre 1917 e 1919, uma coisa continua a mesma: a natureza previsivelmente imprevisível dos vírus responsáveis por ela.

A súbita detecção do novo vírus da gripe suína, A(H1N1), ocorreu exatamente enquanto os cientistas focavam cautelosos as mudanças comportamentais observadas em outro vírus, o A(H5N1) da gripe aviária, no Egito. Virologistas rastrearam o vírus aviário desde sua descoberta em Hong Kong, no ano de 1997.


A Organização Mundial de Saúde disse, no último fim de semana, que o novo vírus da gripe suína tinha potencial para causar outra pandemia, mas não possuía instrumentos para descobrir se isso realmente aconteceria.


A OMS e agências de saúde pública, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, se encontram numa delicada situação, obrigados a fornecer informações sobre doenças potencialmente letais sem causar pânico.
Embora agentes de saúde tenham realizado exercícios de preparação para pandemias e epidemias causadas por bioterrorismo, eles ainda têm de dominar as habilidades de comunicação necessárias. Eles estão numa situação em que não há maneiras de ganhar.


Uma decisão sobre restrições ou alertas de viagens, por exemplo, poderia afetar o comércio e as finanças num momento de caos econômico.
Se a emergência na saúde pública, declarada pela OMS e pela administração Obama, se mostrar um alarme falso, funcionários serão atacados por preocupar desnecessariamente milhões de pessoas – e talvez até por gerar medo para justificar seus orçamentos. Se uma pandemia se materializar, alguns dos mesmos críticos muito provavelmente culparão esses funcionários por fracassar em evitá-la.

Erros anteriores - Em 1976, após uma pequena epidemia de gripe suína em Fort Dix, Nova Jersey, funcionários da saúde pública persuadiram o presidente Gerald R. Ford e o Congresso a montar uma campanha nacional de imunização, que chegou sob duras críticas. Porém, 60 anos antes, um vírus da gripe que aparentemente começou como uma leve epidemia na primavera, voltou como um furacão alguns meses depois.

Qual modelo será seguido pelo vírus da gripe suína? Os cientistas só podem se preparar para o pior e rezar pelo melhor. CIÊNCIA E SAÚDE

Chip para identificar árvores é nova arma contra fraudes na exploração madeireira

Com a nova tecnologia, árvores serão identificadas com um chip criptografado que traz todas suas características


Um novo sistema de chips colocados em árvores é a proposta de um instituto brasileiro para controlar áreas de manejo florestal e combater o desmatamento. O Instituto Web Florestal Planet, sediado em Cuiabá, desenvolveu a tecnologia que permite marcar as árvores com um componente eletrônico carregado com informações como espécie, altura e tamanho.

O equipamento foi desenhado para uso em áreas de manejo, aquelas em que a extração de madeira é feita de forma planejada para conservar a floresta. A partir de uma central, será possível controlar exatamente quais árvores estão sendo retiradas.

Depois de retirada da natureza, a madeira pode ser monitorada até seu beneficiamento. “A intenção é impossibilitar fraudes de madeira em campo, falsa volumetria (medição de volume), troca de espécies”, explica Roberto Bucar, presidente do instituto.

Da forma como é feita atualmente, a extração dá margem a fraudes: são comuns casos em que a quantidade declarada de madeira extraída da área de manejo é aumentada de forma ilegal para que toras retiradas ilegalmente de outros lugares, como terras da União, possam ser incluídas e regularizadas.

Com a identificação exata de cada árvore a ser derrubada, todo o processo passaria a ser rastreado eletronicamente, eliminando esse tipo de fraude. Bucar explica que a iniciativa de usar a tecnologia terá de vir do próprio madeireiro interessado em comprovar a origem legal de seu produto. “Vamos testar o sistema em um projeto-piloto em Nova Mutum (MT)”, diz.

Desmatamento - Outra tecnologia do Instituto Web Florestal Planet ainda em fase desenvolvimento são dispositivos para monitoramento de desmatamento. Também presos às árvores, eles têm sensores que podem acionar uma central quando houver risco para a floresta.

“Estamos desenvolvendo sensores capazes de detectar a vibração de serras elétricas, tratores, caminhões, e também o calor do fogo”, informa o presidente do instituto. “Queremos trabalhar em reservas legais, terras indígenas”, cita, acrescentando que o equipamento deve estar pronto para uso efetivo “em dois meses”. GLOBO AMAZÔNIA

Veja fotos de placas curiosas

Placas estranhas, curiosas ou com erros de português estão espalhadas pelo Brasil. Os internautas de várias partes do país têm fotos de placas, letreiros e cartazes curiosos. Confira algumas.
Placa de regulamentação de trânsito na Avenida Brasil, Suzano, não consta do Código de Trânsito Brasileiro (Foto: Taís Helena Ciconi Barbieri)

Placa curiosa fotografada em São Luís (MA) (Foto: Roomio Guilherme R. Santos)

Em Lages (SC), shopping é chamado de 'schopping' (Foto: Guilherme Ribeiro Pinto)

VC

Enchente deixa centenas de desabrigados no interior do Pará

A correnteza arrastou tudo pela frente, pontes, casas, ruas, asfalto

A cidade de Altamira, no estado do Pará, sofreu grave tragédia neste fim de semana. Segundo informações de moradores várias barragens romperam com o grande fluxo de chuva, inundando a cidade.
A população de Altamira salvou o que pode da enchente

A força da água derrubou pontes, arrastou pessoas e veículos. Muita gente está desabrigada e perderam todos os pertences. A cidade está isolada, já que as vias de acesso estão interditadas devido às pontes que foram arrastadas pelas águas. VC