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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Filha de ex-presidente dos EUA posa nua aos 58 anos

Patti Davis, filha do ex-presidente americano Ronald Reagan, posou nua aos 58 anos para a revista More, informou nesta quarta-feira (25) a imprensa dos Estados Unidos.

Considerada a "ovelha negra" da família Reagan, Patti posa agora por razões diferentes das que a motivaram em 1994, quando se despiu aos 42 anos para a Playboy só para incomodar a família.

Dessa vez, ela diz que pretende apenas mostrar sua boa forma, algo que afirma ter conseguido graças aos exercícios contínuos.

- Meu corpo é a casa onde vivo. Nunca parei de tentar melhorá-lo.

Patti deu uma entrevista para a revista explicando os motivos que a levaram tirar a roupa para todo o país.

- Não compreendo essa tendência que dita que, depois dos 40 anos, parece que seu corpo não presta mais. De verdade? Nossos músculos são bastante democráticos. Se os estimularmos, eles responderão.

Em sua declaração para a publicação, Patti considera o ensaio fotográfico que fez em 1994, que escandalizou seus familiares, uma "vitória pessoal". Antes disso, ela foi alvo de inúmeras críticas por problemas com drogas.

Mudança radical - A filha de Reagan não hesita em reconhecer que esteve envolvida com anfetaminas e cocaína, mas, ao completar 34 anos, decidiu se dedicar às atividades físicas para se sentir "mais forte".

- Meu corpo estava feito em pedacinhos, meus músculos eram finos e quase não apareciam. Decidi consertar a situação e ter uma vida saudável.

O novo ensaio foi motivado por uma observação de seu professor na academia, que disse que sua forma estava muito melhor que quando ela tinha 40 anos.

- Aprendi a encarar o espelho e olhar a fortaleza refletida nele: as horas de treinamentos, os quilômetros percorridos, os anos de distância entre a mulher forte que sou agora e o farrapo que fui. FONTE: EFE

Brasil leva ouro por equipes no Latino de Tênis de Mesa em Guadalajara

Foram definidos na quarta-feira (25) os vencedores do Campeonato Latino-Americano de Tênis de Mesa por Equipes, que se realizou em Guadalajara, seguindo o cronograma de testes dos locais para o Pan, em outubro.

No masculino, o Brasil derrotou o México, por 3 a 0.

Os donos da casa ficaram satisfeitos de chegar a uma final, depois de 19 anos, segundo o técnico Luis Valdes.

Marcos Madrid, atleta da equipe mexicana, disse que a prata foi boa para dar mais motivação ao grupo, que se prepara para os Jogos Pan-Americanos, dos quais se espera nível técnico muito forte no tênis de mesa.

Salvador Uribe, outro dos atletas mexicanos, lembra que o objetivo sempre é medalha.

- Agora, espero me recuperar de uma lesão [no tornozelo esquerdo], sempre com vistas ao Pan.

A medalha de bronze, no masculino, foi dividida por Venezuela e Cuba.

No feminino, a Venezuela derrotou Cuba na final, com Fabiola Ramos, Ruaída Ezzeddine e Luisana Pérez,que passaram por Gledys González, Lisy Castillo e Leisy Jimenez por 3 a 1.

O bronze ficou com Brasil e Chile.

O Latino-Americano ainda teria sua definição por equipes mistas à noite. FONTE:R7

Brasileiro é finalista de festival universitário de dança na Rússia

O estudante brasileiro Danilo Prestes é bacharel em artes e atualmente faz mestrado na Universidade Russa da Amizade dos Povos, uma das mais prestigiadas instituições de ensino da Rússia. Além dos projetos que desenvolve sobre como a cultura pode ajudar na formação de crianças e jovens menos favorecidos, Danilo, de 24 anos, desenvolveu em Moscou seu talento como dançarino e coreógrafo. Uma criação sua que mostra elementos da dança tradicional russa é finalista de um festival cultural entre as universidades da Rússia. A final será nesta quinta-feira (26) em um hotel da capital russa.

A coreografia criada por Danilo mistura dança e teatro. O grupo é composto por dez pessoas, contando com ele. A trupe tem ainda outro brasileiro, russos, bielorrussos, panamenho e uma moça do Cazaquistão. A apresentação na fase classificatória arrancou aplausos. “Pegamos uma festa tradicional russa, como se fosse uma festa junina, e inserimos alguns jogos na coreografia, como brincadeiras com panquecas, uma simulação de uma boneca de papel que depois é queimada em uma fogueira de mentirinha”, conta.

Danilo estuda naquela universidade desde 2005. Ele fez o curso de graduação em artes e agora faz mestrado. “Sempre gostei de dança, mas não dava muita importância no Brasil. Quando cheguei à Rússia comecei a participar do grupo de dança na universidade, aprendi danças típicas e tradicionais de todos os países e ensinei os russos a dançar frevo e samba.”

A Universidade Russa da Amizade dos Povos recebe muitos estrangeiros e tem um curso intensivo de russo. Ele diz que atualmente 26 brasileiros estudam na universidade, alguns em jornalismo, medicina, relações internacionais e outros no curso de línguas para aprender russo. “Dá para aprender a falar ao final do primeiro ano”, diz Danilo.

Estudante é neto de Luiz Carlos Prestes - Sua ida à Rússia tem uma razão especial: Danilo nasceu em Moscou onde os pais moravam como exilados políticos do Brasil ainda na época da União Soviética. Quando ele tinha apenas um ano de idade, a família voltou para o Brasil e foi morar em Santos.

A mãe de Danilo, Mariana, é filha do segundo casamento de Luiz Carlos Prestes, o famoso político e líder comunista brasileiro que comandou o movimento chamado Coluna Prestes (1925-1927) e que morreu em 1990.

Danilo conviveu pouco com o avô. Ele tinha quatro anos quando Prestes morreu. “Minha mãe diz que eu conheci, mas era muito pequeno para lembrar. Mas tenho muito orgulho em dizer que sou neto do Luiz Carlos Prestes”, afirma. “Estudei muito sobre ele na escola, li livros sobre sua trajetória e acredito muito nos ideais dele. Mas sei que os tempos mudaram. Muita coisa mudou no Brasil, e também na Rússia. Hoje não posso dizer que se deva fazer o que ele buscou fazer.” FONTE: G1

Câmara decide investigar CBF e organização da Copa-2014

A Câmara dos Deputados abrirá investigação para apurar denúncias contra a CBF. O deputado Anthony Garotinho desistiu de instaurar uma CPI e conseguiu emplacar uma PFC (Proposta de Fiscalização e Controle), que não precisa do apoio de 171 deputados para ser instalada.

Garotinho conseguiu colocar o aliado Dr. Paulo Cesar, também do PR do Rio, para ser o relator da proposta. Na prática, uma PFC tem poderes semelhantes ao de uma CPI, desde que haja dinheiro público envolvido. A proposta funciona dentro da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Para viabilizar a PFC, Garotinho usou como argumento a isenção fiscal que será dada à Fifa e seus parceiros.

Na investigação, o deputado pretende pedir a ajuda do Ministério Público e órgãos de controle como Controladoria-geral da União, do Tribunal de Contas da União (TCU) e o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).

O deputado quer investigar os lucros do Comitê Organizador Local da Copa-2014, além dos contratos da CBF com as tevês e uma suposta lavagem de dinheiro. "Quando começamos a colher assinaturas para a CPI, muitos deputados desistiram e tiraram assinatura. Isso mostra que Ricardo Teixeira tem bala na agulha. Vamos investigar que bala é essa e como ele atua", diz o deputado.

Um dos primeiros alvos será a atuação do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que acumula o cargo de chefia do Comitê Organizador Local da Copa. Além disso, Garotinho pretende convocá-lo para explicar as denúncias publicadas pela imprensa inglesa sobre suposta propina recebida por Teixeira na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022.

Procurada pela Folha, a assessoria da CBF disse que a entidade não se pronunciará. FONTE: FOLHA.COM

Mas afinal, o que querem as mulheres?

Excluídas as distinções anatômicas, homens e mulheres são iguais? Passamos a maior parte dos anos 60 e 70 tentando nos convencer de que sim. Nessas duas décadas, vigorou o paradigma segundo o qual todas as diferenças comportamentais entre os sexos eram fruto da educação.

A mais célebre vítima da teoria da neutralidade dos gêneros foi David Reimer. Ele nasceu em 1965 como um garoto saudável. Mas, depois que teve seu pênis destruído numa canhestra operação para corrigir uma fimose, seus pais procuraram o então papa dos estudos sobre sexualidade, John Money, do Hospital Johns Hopkins, que os convenceu de que o que de melhor poderiam fazer pelo menino era submetê-lo a uma cirurgia para extração dos testículos e educá-lo como mulher. Foi um desastre. Apesar dos estímulos sociais e das injeções de hormônios femininos, ele jamais se sentiu como uma garota. Era frequentemente importunado por seus colegas de escola, em Winnipeg (Canadá). Aos 13, já sofria de depressão severa, com ideações suicidas. Aos 14, depois que seus pais lhe revelaram sua verdadeira história, ele decidiu viver como homem. Trocou os hormônios femininos por masculinos e fez uma mastectomia (retirada dos seios) e uma faloplastia (construção de pênis). Casou-se. Mas a depressão nunca o abandonou. Suicidou-se em 2004.

O caso só ficou conhecido porque, em 1977, o sexologista Milton Diamond o convenceu a tornar pública sua história, para evitar que outras crianças fossem submetidas ao mesmo tratamento. Os detalhes estão no livro "As Nature Made Him: The Boy Who Was Raised as a Girl" (como a natureza o fez: o menino que foi criado como menina).

Pela teoria da neutralidade, meninos brincam com carrinhos e armas e meninas optam por bonecas apenas porque são estimulados por seus pais a fazê-lo. Hoje, sabemos que essas preferências são inatas e têm base biológica. Uma elegante prova disso é que chimpanzés selvagens machos também gostam de brincar com paus como se fossem clavas, já as fêmeas carregam os mesmos pedaços de pau para cima e para baixo como se fossem filhotes.

E a coisa vai muito além das escolhas de brinquedos. Após algumas décadas de pesquisas mais acuradas que as de Money, acumulam-se evidências de que as diferenças de gênero afetam também a cognição, as preferências e a própria noção de propósito da vida. Isso, evidentemente, tem implicações profundas sobre a educação, o mercado de trabalho --e o feminismo.

Parte da dificuldade está no tabu que ainda cerca o tema, mesmo nos meios acadêmicos. Vale lembrar que uma das razões para a demissão de Larry Summers da reitoria de Harvard, em 2006, foi ele ter sugerido que o baixo número de mulheres em certos ramos da ciência poderia dever-se a diferenças naturais entre os sexos.

Mas, gostemos ou não, hoje sabemos que os níveis de exposição pré-natal a hormônios sexuais afetam a forma como o cérebro de meninos e meninas se organiza. Algumas características tipicamente masculinas relevantes para a educação são a propensão a correr riscos, que abarca a agressividade e o gosto pela competição, e a facilidade para relacionar-se com objetos e sistemas. Já as meninas se destacam pela maior disciplina e a capacidade de empatia, que inclui o forte interesse por pessoas.

Nesses casos, as diferenças são marcantes. Pesquisa com crianças entre 10 e 23 meses mostrou que meninos contam histórias agressivas 87% do tempo, contra 17% de meninas. Entre 9 e 10 anos, garotos passam 50% de seu tempo livre em brincadeiras competitivas, contra apenas 1% das garotas.

Vale aqui o alerta de que esses achados são apenas médias, as quais dizem muito pouco a respeito de indivíduos reais. Lembre-se de que, na média, a humanidade tem um testículo e um seio.

Na educação, os números não dão margem a dúvida: os garotos estão perdendo feio para as garotas na performance educacional.

Hoje, nos EUA, meninos têm três vezes mais probabilidade do que meninas de precisar de aulas de recuperação e duas vezes mais de ser reprovados. A chance de eles abandonarem a escola é 30% maior.

Em 30 países avaliados pela OCDE, as meninas se saem muito melhor do que os meninos em leitura e escrita, e já os alcançam em matemática, área em que eles lideravam incontestavelmente até o início dos anos 80.

Em todos os países do mundo, exceto a África subsaariana, há mais mulheres que homens cursando a educação superior. Nos EUA, correm rumores, nunca admitidos oficialmente, de que as principais universidades facilitam a entrada de homens, para que a proporção de alunas não exceda 60%.

Nos últimos anos, surgiram vários livros explorando as diferenças entre gêneros e propondo soluções mais ou menos milagrosas para resolver o que identifiquem como "o problema".

Um bom exemplar é "Why Gender Matters" (por que o gênero importa), do médico Leonard Sax, no qual o autor faz uma defesa entusiasmada da separação por sexo nas escolas. Não desenvolvo muito o tema porque ele foi objeto de um texto que escrevi algumas semanas atrás para a edição impressa da Folha. O que tenho a dizer é que, embora o título traga alguns "insights" interessantes, ele incorre no grave pecado de ser uma obra militante. Sax, que segue a agenda conservadora, não hesita muito antes de exagerar no peso das evidências científicas, desde que isso sustente sua tese.

Bem mais equilibrado é "The Sexual Paradox" (o paradoxo sexual), da psicóloga Susan Pinker. Para ela, o sexo masculino é mais extremo do que o feminino. Isso se materializa na maior proporção tanto de gênios como de retardados entre os homens. Eles também têm (na média) um leque menor de interesses, aos quais se dedicam de corpo e alma. Em seu grau superlativo, a mente masculina seria a de um autista.

Já elas são menos extremas e mais empáticas. Embora Pinker não o afirme, outros autores propõem que o superlativo da mente feminina seja a esquizofrenia. É o excesso de empatia que leva uma pessoa a conversar de igual para igual com uma geladeira.

Embora não tenham sido detectadas diferenças cognitivas que as tornem menos proficientes em ciências e matemáticas, elas quando podem preferem abraçar profissões que lidem com pessoas (em oposição a objetos e sistemas). É por isso que hoje quase dominam as carreiras médicas, enquanto permanecem minoritárias na engenharia e na física, para não mencionar as oficinas mecânicas.

Ainda mais interessante, nos países hiperdesenvolvidos, onde elas gozam de maior liberdade para escolher, esse "gap" é maior do que nas nações em desenvolvimento, onde elas são muitas vezes obrigadas a exercer ofícios que não são os de seus sonhos. É isso que explica uma proporção maior de engenheiras na Turquia e na Bulgária do que na Dinamarca e na Suécia.

Só quem chegou perto do 50-50 foi a extinta União Soviética, e isso porque lá eram as profissões que escolhiam as pessoas e não o contrário.

Além disso, por operarem com múltiplos interesses, as mulheres não se prendem tanto à carreira. Trocam sem muita hesitação uma posição de comando para ficar mais tempo com a família. Essa é uma das razões por que muitas mulheres sacrificam trajetórias promissoras --e a perspectiva de chegar ao comando de empresas-- em favor de horários mais flexíveis. É esse desejo, mais do que a discriminação que explica a persistente diferença salarial entre homens e mulheres, pelo menos nos países desenvolvidos, onde já não se registram casos muito acintosos de preconceito.

Para Pinker, as mulheres seriam mais felizes se reconhecessem as diferenças biológicas entre os gêneros e parassem de tentar imitar os homens, buscando sem culpa o que realmente querem. É isso que ela propõe como o novo feminismo. FONTE: Coluna do Hélio Schwartsman

Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil

Em uma década, dispararam no país os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção por HPV (papilomavírus humano), transmitidos por sexo oral.

O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990. Não há um aumento do número total de casos, mas sim uma mudança no perfil da doença.

Antes, cânceres de boca e da orofaringe (região atrás da língua, o palato e as amígdalas) afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras.

Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido.

Uma recente análise publicada no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV.

MAIS CASOS - No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos.

O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos ""antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.

"O aumento dos tumores por HPV é real, e não porque houve melhora do diagnóstico. Os casos relacionados ao tabaco vêm caindo, mas o HPV está ocupando o lugar", diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo.

No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos.

"Começa-se a notar um maior número de mulheres com esse câncer, por causa do sexo oral desprotegido", diz o oncologista Gilberto de Castro Júnior, do Icesp.

No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada, segundo o cirurgião André Lopes Carvalho.

"A maioria dos nossos pacientes tem o perfil clássico, de homens mais velhos que bebem e fumam. Mas estamos percebendo uma virada." O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. Segundo o cirurgião Fernando Dias, coordenador da área de cabeça e pescoço do instituto, o HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe.

"O HPV está criando um novo grupo de pacientes. Por isso, é preciso reforçar a necessidade de fazer sexo oral com preservativo." O Inca estima que, por ano, o país registre 14 mil novos casos de câncer de boca.

Segundo os especialistas, a boa notícia é que os tumores de orofaringe relacionados ao HPV têm um melhor prognóstico em relação àqueles provocados pelo fumo.
Paulo Kowalski afirma que eles respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia e, muitas vezes, não há necessidade de cirurgia.

VACINA - A vacina contra o HPV não é aprovada para homens no Brasil. Nos EUA, onde foi liberada, a imunização masculina não protege contra o HPV 16, o tipo que mais causa câncer de boca e de orofaringe.

No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Imagens de satélite ajudam a encontrar 17 pirâmides no Egito

Uma avaliação de imagens do Egito feitas por satélite usando raios infravermelhos identificou 17 pirâmides perdidas, além de mais de mil tumbas e 3 mil assentamentos antigos enterrados. Escavações iniciais confirmaram algumas das descobertas, incluindo duas possíveis pirâmides.

A técnica pioneira foi desenvolvida pela arqueóloga Sarah Parcak em um laboratório patrocinado pela Nasa no Alabama, nos Estados Unidos.

Parcak se diz impressionada com o quanto sua equipe encontrou. "Fizemos pesquisas intensas por mais de um ano. Eu podia ver os dados conforme eles iam aparecendo, mas para mim o momento-chave foi quando dei um passo para trás e olhei tudo o que havíamos encontrado. Não podia acreditar que pudéssemos localizar tantos locais no Egito", disse.

A equipe analisou imagens de satélites que viajam a uma órbita a 700 quilômetros da Terra, equipados com câmeras tão potentes que poderiam identificar objetos com menos de um metro de diâmetro sobre a superfície da Terra.

As descobertas são tema do documentário da BBC Egypt's Lost Cities (As cidades perdidas do Egito) que vai ao ar na Grã-Bretanha na próxima segunda-feira.

Escavações de teste
As imagens com raios infravermelhos foram usadas para destacar materiais diferentes debaixo da superfície.

Os egípcios antigos construíram suas casas e estruturas com tijolos de barro, que são mais densos que o solo em seu entorno, tornando possível a identificação de casas, templos e tumbas.

"Isso nos mostra como é fácil subestimar tanto o tamanho como a escala dos assentamentos humanos antigos", diz Parcak.

Para ela, ainda há muito mais a ser descoberto. "Esses são somente os locais próximos à superfície. Há muitos milhares de locais adicionais que foram cobertos com lama trazida pelo rio Nilo. Esse é só o começo desse tipo de trabalho", diz.

As câmeras da BBC acompanharam Parcak em sua "nervosa" viagem ao Egito para acompanhar as escavações de teste para verificar se sua técnica podia realmente identificar construções debaixo da superfície.

Ela visitou uma área no sítio arqueológico de Saqqara, a cerca de 30 quilômetros do Cairo, onde as autoridades locais não pareciam inicialmente interessadas em suas pesquisas.

Mas após serem informados pela arqueóloga que ela havia visto duas pirâmides em potencial, eles realizaram escavações de teste e agora acreditam que é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito.

Parcak disse que "o momento mais excitante foi visitar as escavações em Tanis".

"Eles haviam escavado uma casa de 3 mil anos que as imagens dos satélites haviam mostrado, e o desenho da estrutura casa quase perfeitamente com as imagens do satélite. Isso foi uma comprovação de nossa técnica", afirma.

Entre outras coisas, as autoridades egípcias planejam usar a tecnologia para ajudar a proteger as antiguidades do país no futuro.

Durante os recentes protestos populares que derrubaram o regime do presidente Hosni Mubarak, houve casos de saques em sítios arqueológicos conhecidos.

"Podemos dizer pelas imagens que uma tumba de um período particular foi saqueada e podemos alertar a Interpol para prestar atenção nas antiguidades daquele período e que podem ser oferecidas para venda", diz.

Ela também espera que a nova tecnologia ajude a interessar pessoas jovens na ciência e que possa ser uma ferramenta importante para os arqueólogos no futuro.

"Isso vai permitir que sejamos mais focados e seletivos no nosso trabalho. Diante de um sítio enorme, você normalmente não sabe por onde começar", observa. FONTE: BBC